Nem sempre meus dias são bons;
Nem sempre eu sei o porquê…
Ainda que péssimos sejam, eventualmente,
E minta, néscio, a todos, maldizendo,
Eu sei – muito bem o sei –
Que meus dias são bons
Porque estás ao meu lado.
E não apenas os dias: minha própria história,
Pra trás e para frente, não a vejo sem ti.
Sou teu e não nego; me orgulho, ingênuo,
De o sê-lo, pois sinto – reflito e me perco –
O seres-me e o ser-te, mesclados, solúveis,
Nos dias – postos em perspectiva –
Não em média, mas bela e afortunadamente:
Meus dias são bons, somente e porque
Tenho-te e podes me ter.
Poema escrito espontaneamente numa noite em que terminava tarefas domésticas tarde da noite; para Márcia.